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jul 26 2012

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Protocolo OSPF – parte 8

Olá Pessoal,

  Conforme mencionado em nosso último post vamos finalizar nossa série de OSPF, mencionando rapidamente sobre os cálculos que são executados para trazer esses valores para a tabela de roteamento.

  No post número 2, mencionamos sobre a formula que é utilizada para trazer o valor calculado. Consulte.

 Baseado nesse principio iremos ter as diferenças de custo quando as redes são redistribuidas através de outro protocolo ( EIGRP, RIP e etc ) e as diferentes interfaces que estão sendo utilizadas para a troca de informações dentro do protocolo de roteamento. Segue abaixo um pequeno resumo dos valores de custo de cada interface.

  Essa tabela tem os cálculos executados através da formula mostrada anteriormente em nosso capítulo 2. Todos esses valores podem ser obtidos através da mesma formula, entretanto alguns padrões já são reconhecidos e lembrados pois são utilizados em nosso dia a dia.

  Como todos os recursos são alterados, temos duas formas de executar essa alteração de custo nas interfaces para que o valor seja influenciado e de uma forma tenha alteração na tabela de roteamento de seus vizinhos.

  • ip ospf cost [ interface-cos ] = Esse comando é o mais tradicional e mais utilizado, pois traz uma resposta mais real da situação. Esse recurso é aplicado dentro da interface e tem-se um range de 1 até 65535.

CiscoRedes>enable
CiscoRedes#conf t
CiscoRedes(conf-t)#interface fast1/0
CiscoRedes(conf-if)#ip ospf cost 10

  • bandwidth [ valor de banda ] = Esse comando irá alterar o valor que o protocolo utiliza de referência para utilizar no protocolo de roteamento, entretanto esse comando não é o mais recomendado, pois você pode alterar outras funcionalidades para qual é utilizado esse valor, como a falsa impressão da leitura de um MRTG, que irá trazer gráficos de utilização do circuito.

CiscoRedes>enable
CiscoRedes#conf t
CiscoRedes(conf-t)#interface fast1/0
CiscoRedes(conf-if)#bandwidth 1000

Para efetuar a validação dos custos que cada interface possui, iremos validar especificamente através da interface física.

  • Serial

CiscoRedes#show ip ospf interface s0

Serial0 is up, line protocol is up
Internet Address 128.213.10.2 255.255.255.0, Area 0
Process ID 10, Router ID 128.213.10.2, Network Type
POINT_TO_MULTIPOINT, Cost: 64
Transmit Delay is 1 sec, State POINT_TO_MULTIPOINT,
Timer intervals configured, Hello 30, Dead 120, Wait 120, Retransmit 5
Hello due in 0:00:14
Neighbor Count is 1, Adjacent neighbor count is 1
Adjacent with neighbor 200.200.10.1

  • Ethernet

CiscoRedes#show ip ospf interface e0
Ethernet0 is up, line protocol is up
Internet Address 203.250.14.3 255.255.255.0, Area 0.0.0.0
Process ID 10, Router ID 203.250.12.1, Network Type BROADCAST, Cost: 10
Transmit Delay is 1 sec, State DROTHER, Priority 1
Designated Router (ID) 203.250.15.1, Interface address 203.250.14.2
Backup Designated router (ID) 203.250.13.41, Interface address
203.250.14.1
Timer intervals configured, Hello 10, Dead 40, Wait 40, Retransmit 5
Hello due in 0:00:03
Neighbor Count is 3, Adjacent neighbor count is 2
Adjacent with neighbor 203.250.15.1 (Designated Router)
Adjacent with neighbor 203.250.13.41 (Backup Designated Router)

  Com isso chegamos ao fim de nossa serie sobre OSPF 😀 . Logicamente, temos outros conceitos que não foram abordados nesse pequeno tutorial, entretanto são tópicos interessantes que devem ajudar nossos leitores a descobrir e identificar os problemas nas redes que utilizam-se desse protocolo.

  Espero que vocês tenham gostado 😉 e que esse ” tutorialzinho ” possa ter ajudado a interpretar um pouco sobre esse protocolo.

Abs,
Rodrigo

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